O Facebook, popular rede social criada por Mark Zuckerberg, com mais de dois bilhões de utilizadores, altera frequentemente o seu algoritmo.

As principais características da ultima revisão do algoritmo são relativas à forma como o conteúdo é apresentado no feed de novidades de cada utilizador. Essencialmente, as publicações de amigos e familiares são privilegiadas em detrimento de conteúdos partilhados por páginas de marcas e organizações.

Segundo o fundador, num comunicado oficial, o objetivo desta alteração é garantir que “o tempo que se despende no Facebook tem qualidade. (…) o foco passa a ser ajudar o utilizador a encontrar conteúdo relevante, que o leve a ter interações sociais com mais significado”.

Com as recentes alterações na plataforma, as publicações que criam mais conversa e interação têm maior divulgação, especialmente se envolverem amigos ou familiares.

E o que acontece às páginas de marcas e organizações? Que diferenças vão sentir no seu (já pequeno) alcance orgânico? E o que podem fazer para ter sucesso?

O mais importante é criar interações significativas com o público. Segundo um artigo da plataforma Buffer, existem três formas de o conseguir:

Foque-se em conteúdo que conecta as pessoas

Isto pode parecer-lhe semelhante à sua atual estratégia no Facebook, mas é fundamental que haja uma mudança na forma como o conteúdo é abordado.

Em vez de criar conteúdo focado nas características da marca e respetivos produtos, desenvolva conteúdo para as pessoas, capaz de despertar emoção, comentários e partilhas.

Para isto, é importante que conheça a sua audiência, o que a motiva a interagir. Como exemplo, se o seu público se interessa por viagens, publique um artigo sobre destinos de sonho e desafie-os a partilhar o conteúdo com amigos.

Publique conteúdo que crie interações de forma orgânica

Determinados tipos de conteúdo conseguem criar maior interação entre utilizadores, de forma natural e sem publicidade associada. Conteúdo em formato vídeo, e, em particular, vídeo em direto (conhecidos como live), é um dos géneros com mais resultados.

Segundo Adam Mosseri, responsável pelo feed de notícias do Facebook, “vídeos ao vivo levam a mais discussão entre os espectadores. Têm, em média, seis vezes mais interação do que os vídeos comuns.”

O recomendado é ficar ao vivo durante, pelo menos, 10 minutos, para que as pessoas tenham tempo suficiente para se envolverem. Se uma transmissão receber muita atenção e comentários, deve guardá-la e publicá-la de seguida na sua página, como forma de aumentar a exposição.

Recorra a grupos do Facebook

Mais de mil milhões de pessoas utiliza grupos no Facebook. Destes, cerca de 10% acredita que os grupos são a parte mais importante da sua experiência na rede social.

A criação de um grupo no Facebook, para a comunidade que representa o seu público-alvo, pode ser uma excelente forma de incentivo à interação e partilha de ideias. Adicionalmente ficará a conhecer as preferências da sua audiência, construindo, assim, o seu buyer persona.

A mudança no algoritmo do Facebook veio certamente alterar a forma como as marcas trabalham a sua estratégia. O principal ponto a reter é a importância de criar conteúdo de qualidade, capaz de gerar buzz entre o seu público.

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